
Grande parte dos jornalistas do Brasil comemorou a decisão do STF que derrubou a lei de imprensa, resquício da censura imposta a época da ditadura. Entrevistei o presidente a Associação Brasileira de imprensa (ABI), o jornalista Mauricio Azedo, na ocasião. Muito entusiasmado ele declarou: “A derrubada da lei é uma avanço no sentido liberdade de expressão, manifesta a plenitude do que está disposto na Constituição Federal”.
Bem, todos felizes ...
No dia 17 de junho de 2009, no julgamento que decidia a necessidade ou não do diploma de jornalista para o exercício da função, o presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mender, compara a profissão de jornalista ao de cozinheiro. E diz que qualquer um pode ser jornalista. Eu repito: QUALQUER UM! O ministro Levandowski afirmou ainda que não haverá mais concurso público específico para a função de jornalista.
Saldo: Qualquer um pode ser o que eu estudo durante quatro anos para ser; Sem reserva de mercado; O meu diploma não serve para o Estado; E sem direito a concurso público. Ta bom assim?
Não entendi a decisão do Supremo. Confundiram liberdade de EXPRESSÃO com liberdade de PROFISSÃO.

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